O BYD Song Pro custa R$ 196.990 na versão GL e R$ 199.990 na GS, pela tabela da BYD, e roda até 72 km só na tomada pelo Inmetro. A pergunta do título tem resposta curta: é o híbrido plug-in que mais entrega eficiência por real na faixa dos R$ 200 mil, desde que o dono carregue a bateria em casa.

A novidade da linha 2027 é o motor 1.5 flex. Desde agosto, o Song Pro aceita etanol, gasolina ou qualquer mistura dos dois. Ganhou também frente nova, alavanca de câmbio na coluna de direção e ajuste de suspensão para o asfalto brasileiro.

O resultado aparece no emplacamento. Em setembro de 2026 foram 3.963 unidades do Song Pro, 19º lugar entre os automóveis do país, segundo dados da Fenabrave. Somado ao Song Plus (1.929), a família Song chegou a 5.892 unidades no mês, a maior entre os híbridos plug-in.

Preço e versões do BYD Song Pro flex

São duas versões. A diferença principal está no tamanho da bateria, e não no motor: a potência combinada é praticamente a mesma.

Versão Preço de tabela Bateria Autonomia elétrica (PBEV)
Song Pro GL flex R$ 196.990 13,1 kWh 57 km
Song Pro GS flex R$ 199.990 18,3 kWh 72 km

Preços de tabela conferidos em 26/10/2026 no site da BYD.

Pela diferença de R$ 3.000 na tabela, a GS é a compra óbvia. Só uma campanha muda a conta: em outubro de 2026, a BYD oferecia a GL por R$ 176.990 (CPF e CNPJ) até o dia 31. Com um desconto desse tamanho, a GL fica R$ 23.000 mais barata e perde 15 km de autonomia elétrica, o teto solar, o carregador de celular por indução e cinco assistentes de segurança traseiros e laterais (alerta de ponto cego, de tráfego cruzado e de abertura de porta, entre eles).

BYD SONG PRO FLEX NO BRASIL

  • Preço: R$ 196.990 (GL) e R$ 199.990 (GS), tabela conferida em 26/10/2026
  • Motor: 1.5 aspirado flex de 98 cv e motor elétrico dianteiro
  • Potência combinada: 218 cv (GL) e 219 cv (GS)
  • Torque combinado: 300 Nm (30,6 kgfm)
  • Bateria: Blade (LFP), 13,1 kWh (GL) ou 18,3 kWh (GS)
  • Autonomia elétrica (Inmetro): 57 km (GL) e 72 km (GS)
  • Recarga: só corrente alternada, até 6,6 kW
  • Porta-malas: 530 litros, ou 1.482 litros com o banco rebatido
  • Garantia: 6 anos ou 200.000 km (veículo); 8 anos ou 200.000 km (bateria)

Consumo Inmetro: quanto o Song Pro faz com etanol e gasolina

A tabela PBEV 2026, atualizada pelo Inmetro em 14 de agosto, separa dois mundos. No modo elétrico, a nota de eficiência é A, com 0,53 MJ/km na GL e 0,55 MJ/km na GS. Com o motor a combustão trabalhando, os números são estes:

Versão Etanol cidade Etanol estrada Gasolina cidade Gasolina estrada
GL flex 12,1 km/l 10,7 km/l 16,0 km/l 13,9 km/l
GS flex 11,7 km/l 10,5 km/l 15,9 km/l 13,5 km/l

Fonte: Inmetro, tabela PBEV 2026.

Para comparar: o Toyota Corolla Cross híbrido, referência de economia no segmento, faz 11,6 km/l com etanol e 16,6 km/l com gasolina na cidade, segundo a mesma tabela. Ou seja, mesmo com a bateria vazia, o Song Pro empata com o melhor híbrido convencional da categoria. Detalhamos o japonês na análise do Corolla Cross híbrido.

A autonomia total, pelo ciclo europeu NEDC informado pela BYD, chega a 1.105 km com gasolina e 805 km com etanol na GS, com tanque de 52 litros e bateria cheia. O ciclo NEDC é otimista; use como referência de ordem de grandeza, não como promessa.

BYD Song Pro flex azul parado na orla ao pôr do sol, com farol de Salvador ao fundo Bateria de 18,3 kWh na versão GS garante 72 km no modo elétrico pelo Inmetro. Divulgação/BYD

Custo por km: quanto custa rodar com o Song Pro

Fizemos a conta com dados oficiais. Valores ilustrativos: energia pela tarifa residencial da Enel SP e combustíveis pela média nacional da ANP.

  • Gasolina: R$ 6,49 por litro, média Brasil da ANP na semana de 18 a 24 de outubro de 2026.
  • Etanol: R$ 4,11 por litro, mesma pesquisa. O etanol custa 63% da gasolina, abaixo da regra prática de 70%: na média nacional, compensa.
  • Energia: R$ 1,05 por kWh com impostos (estimativa do Eletrificado a partir da tarifa residencial da Enel SP, com ICMS e PIS/Cofins; veja a metodologia). A conta considera a bandeira verde, vigente em outubro de 2026; bandeira amarela ou vermelha encarece o kWh.
Modo de uso (GS) Custo por km (estimativa) 1.000 km por mês
Só elétrico, recarga em casa R$ 0,27 R$ 267
Etanol, cidade R$ 0,35 R$ 351
Gasolina, cidade R$ 0,41 R$ 408
Etanol, estrada R$ 0,39 R$ 391

Para o modo elétrico, dividimos a bateria cheia (18,3 kWh) pela autonomia do Inmetro (72 km). É uma conta conservadora: perdas de recarga e uso real mudam o resultado. Para refazer com a tarifa da sua distribuidora, use nossa calculadora de custo por km.

A leitura é direta. Na tomada, o Song Pro custa cerca de 25% menos por km do que com etanol. Quem roda 40 km por dia e carrega toda noite quase não visita o posto.

O que os testes publicados dizem

Ninguém da nossa redação dirigiu o Song Pro flex. Reunimos o que outros veículos relataram, sempre com atribuição.

  • Suspensão: no teste do Portal In, publicado em setembro, o SUV pareceu mais firme e estável no asfalto do que a versão anterior. Na terra, o conforto se manteve, mas a suspensão chegou ao fim de curso em um buraco.
  • Direção e freio: o mesmo teste achou a direção leve demais no modo padrão (há ajuste mais firme na central multimídia) e o pedal de freio com curso longo.
  • Potência: a Itatiaia, em contato de agosto, considerou imperceptível a perda de até 17 cv e 13 kgfm em relação ao Song Pro a gasolina. O site também observou que o comportamento dinâmico fica abaixo de rivais como Jeep Renegade e VW T-Cross, e criticou o pouco ajuste de profundidade do volante.
  • Consumo na prática: a Motorshow registrou, no teste da versão anterior a gasolina, média acima de 18 km/l na cidade com a bateria no mínimo. O teste da linha 2027 ainda não havia sido publicado pela revista.

BYD Song Pro flex cinza-azulado, vista traseira de três quartos, em rua de paralelepípedo com casarões coloridos Porta-malas de 530 litros, sem estepe: o carro vem com kit de reparo. Divulgação/BYD

Pontos fortes e fracos do BYD Song Pro

A favor

  • Consumo de híbrido pleno mesmo com a bateria vazia, e custo por km de elétrico quando carregado.
  • Flex de verdade: abastece com o combustível mais barato da cidade.
  • 530 litros de porta-malas, acima do Corolla Cross (440 litros).
  • Pacote ADAS 2 de série já na GL, com piloto adaptativo e frenagem automática de emergência.
  • Garantia de 6 anos para o carro e 8 anos para a bateria.

Contra

  • Sem recarga rápida: com 6,6 kW, a GS leva horas para encher a bateria.
  • Sem estepe, só kit de reparo.
  • GL perde itens de segurança importantes, como o alerta de ponto cego.
  • Testes publicados apontam dinâmica inferior à de SUVs compactos a combustão.

Vale a pena comprar o Song Pro flex?

Vale, para quem tem garagem com tomada e roda até uns 50 km por dia. Nesse uso, o Song Pro vira um elétrico de segunda a sexta e um híbrido flex no fim de semana, sem ansiedade de autonomia. Pelo preço de um Corolla Cross a combustão (o XRE custa R$ 194.790), entrega mais potência, mais porta-malas e consumo de outra categoria.

Para quem não tem onde carregar, a vantagem encolhe: o carro vira um híbrido flex competente, mas paga por uma bateria que não usa. Esse perfil está detalhado no guia híbrido, plug-in ou elétrico: qual compensa. E se a dúvida é o rival direto da GWM, veja o comparativo Song Pro x Haval H6 PHEV.

Pela tabela, a escolha racional é a GS: por R$ 3.000 a mais, leva mais autonomia, teto solar e alerta de ponto cego. A GL só passa na frente quando aparece campanha com desconto grande, como a de outubro de 2026, e só para quem roda menos de 57 km por dia.

Fontes