O IPVA de um carro elétrico em 2026 vai de zero a 4% do valor venal, conforme o estado. Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Bahia e Pernambuco isentam o elétrico, com condições. São Paulo cobra a alíquota cheia de 4%, e o Rio de Janeiro cobra 0,5%.

Em dinheiro, a diferença assusta. Num elétrico com valor venal de R$ 120 mil, o IPVA paulista dá R$ 4.800 por ano. No Rio, R$ 600. Em Porto Alegre, zero. Os valores são ilustrativos e servem para comparar: o imposto real usa a tabela de valor venal de cada estado.

Os híbridos têm outra regra. São Paulo isenta alguns híbridos flex em 2026, mas volta a cobrar em 2027. Abaixo, estado por estado, com a data e a fonte de cada regra. Onde as fontes não batem, avisamos: nesses casos, consulte a Sefaz.

IPVA de elétricos e híbridos nos maiores estados

Estado Elétrico Híbrido Condições principais
São Paulo 4% (sem benefício) Isento em 2026 Só híbrido flex ou a etanol, motor elétrico de 40 kW ou mais, bateria de 150 V ou mais, até R$ 261.154,45
Rio de Janeiro 0,5% 1,5% Desconto automático no boleto; alíquota comum é 4%
Minas Gerais Isento só se fabricado em MG Isento só se fabricado em MG Teto de 36 mil Ufemgs; na prática, só Fiat Pulse e Fastback Hybrid
Paraná 1,9% 1,9% Isenção de elétricos acabou em 2023; consulte a Sefa-PR
Rio Grande do Sul Isento Alíquota comum Isenção para elétricos desde 1996
Santa Catarina Sem benefício Sem benefício Alíquota comum
Distrito Federal Isento Isento Só para carro comprado em loja do DF
Bahia Isento até R$ 300 mil 2,5% Isenção precisa ser pedida no portal ba.gov.br
Pernambuco Isento Alíquota comum Só 100% elétrico; consulte a Sefaz-PE
Ceará Alíquota reduzida Sem benefício específico Imprensa cita de 0,5% a 2,5% (carro comum paga 3% ou 3,5%); consulte a Sefaz-CE
Goiás Sem benefício Sem benefício Projeto de isenção em tramitação
Espírito Santo 2% (sem benefício) 2% Governo estuda isentar a primeira compra de elétrico
Mato Grosso do Sul Isento no 1º ano (0 km), segundo a imprensa Isento no 1º ano (0 km), segundo a imprensa Lei de 2023 prevê redução de 70% na base depois; não confirmamos na Sefaz-MS

Fontes: Alesp (Lei 18.065/2024), Coad, Auto Show, Super Rádio Tupi, CNN Brasil, AutoPapo, Vrum, Elétricos.app, Bem Paraná/AEN, Gazeta do Povo, Diário do Nordeste, A Crítica, Canaltech, Terra e Canal VE (datas na lista de fontes).

São Paulo: elétrico paga cheio, híbrido flex é isento até dezembro

O maior mercado de elétricos do país nunca isentou o carro 100% elétrico. Ele paga 4%, como um carro a gasolina. O incentivo paulista mira o etanol. A Lei 18.065/2024 incluiu o artigo 5º nas Disposições Transitórias da lei do IPVA (Lei 13.296/2008): em 2025 e 2026, ficam isentos os híbridos com motor flex ou a etanol, motor elétrico de pelo menos 40 kW, bateria de 150 V ou mais e valor de até R$ 261.154,45. Os limites de 40 kW e 150 V vêm da regulamentação da Secretaria da Fazenda. O teto da lei é R$ 250 mil e subiu pela correção do IPCA, segundo a Coad. Na prática, entram versões do Toyota Corolla e do Corolla Cross híbridos.

A isenção acaba em 31 de dezembro de 2026. A partir daí, a cobrança volta em escada, conforme o texto da lei: 1% em 2027, 2% em 2028, 3% em 2029 e 4% a partir de 2030. Quem compra um Corolla Cross híbrido agora deve somar esse imposto à conta dos próximos anos.

Rio, Minas e Paraná: três regras diferentes

No Rio de Janeiro, o elétrico paga 0,5% e o híbrido 1,5%, contra 4% do carro comum. A Sefaz-RJ aplica a alíquota reduzida direto no boleto, sem pedido, segundo a Super Rádio Tupi.

Em Minas Gerais, a isenção existe, mas só para elétricos e híbridos fabricados no estado e com valor de até 36 mil Ufemgs (cerca de R$ 199 mil em 2025). Na prática, segundo CNN Brasil e AutoPapo, só os híbridos leves Fiat Pulse e Fastback se encaixam. Um BYD ou um Geely paga a alíquota comum.

No Paraná, a isenção para elétricos valeu de 2019 até 31 de dezembro de 2023 e não foi renovada, segundo a Gazeta do Povo. Em 2026, a Lei 22.645/2025 reduziu o IPVA de carros, picapes e motos para 1,9%, segundo a AEN, e o elétrico entra nessa regra geral. Vrum e Elétricos.app, em reportagens de julho e outubro de 2026, também tratam o elétrico paranaense pela alíquota de 1,9%.

Onde o elétrico não paga: RS, DF, Bahia e Pernambuco

O Rio Grande do Sul isenta carros elétricos desde 1996. Os híbridos pagam a alíquota comum.

O Distrito Federal isenta elétricos e híbridos, inclusive híbridos leves, pela Lei 6.466/2019. Desde 2024, porém, o carro precisa ter sido comprado em concessionária ou loja do DF, segundo o Canaltech. Quem compra fora e se muda para Brasília não tem o benefício.

A Bahia isenta o elétrico com valor de até R$ 300 mil desde janeiro de 2024. A isenção não é automática: o dono pede pelo portal ba.gov.br, com nota fiscal, documento e comprovante de residência, segundo a Coad. O híbrido paga 2,5%.

Em Pernambuco, o 100% elétrico é isento e o híbrido paga a alíquota comum, segundo CNN Brasil e Canal VE. Não conseguimos confirmar a regra no site da Sefaz-PE.

Outros estados com benefício

No Ceará, o elétrico tem alíquota menor que a dos carros comuns, mas as fontes não batem: o Diário do Nordeste fala em 2,5%, o A Crítica em escada de 0,5% a 2%, e um projeto de lei estadual de 2025 diz que o elétrico já é isento. Consulte a Sefaz-CE. Em Mato Grosso do Sul, Vrum e A Crítica (julho de 2026) apontam isenção no primeiro ano para elétricos e híbridos 0 km; a Lei 6.074/2023 prevê redução de 70% na base depois disso, mas não confirmamos a regra na Sefaz-MS.

Pela imprensa especializada, também dão algum benefício ao elétrico: Acre (isenção também para híbridos), Paraíba e Rio Grande do Norte (isenção), Maranhão (isenção para carro comprado no estado), Pará (isenção até R$ 150 mil), Piauí e Amazonas (alíquota reduzida), Alagoas (isenção no primeiro ano) e Tocantins (isenção até 31/12/2026, para carro comprado no estado). Os detalhes mudam de fonte para fonte, então confirme na Sefaz antes de comprar.

O que pode mudar em 2027

A única mudança confirmada é a de São Paulo para os híbridos flex. No Espírito Santo, o governo estuda isentar a primeira compra de elétrico, e em Goiás há um projeto de isenção em tramitação, segundo o Terra e o Elétricos.app. Nenhum dos dois virou lei até 26/10/2026.

A reforma tributária (Emenda Constitucional 132/2023) permite IPVA diferente conforme o impacto ambiental, mas cada estado precisa aprovar lei própria. Para comparar o IPVA com o resto da conta, veja o custo por km de elétrico, híbrido e gasolina e quanto pesa o seguro de carro elétrico. Se ainda está escolhendo o carro, comece pelos elétricos mais baratos do Brasil.

Metodologia

  • Data da coleta: 26 de outubro de 2026, com revisão em 28 de outubro de 2026.
  • Fontes: o texto da Lei 18.065/2024 na Alesp (regra paulista) e reportagens datadas de imprensa especializada e geral (Coad, Auto Show, CNN Brasil, AutoPapo, Vrum, Elétricos.app, Canaltech, Terra, Canal VE, Super Rádio Tupi, AEN, Gazeta do Povo, Diário do Nordeste e A Crítica). Nos demais estados, tentamos confirmar nos sites das Secretarias de Fazenda, sem sucesso, porque os portais não abriram ou não traziam a regra de forma clara.
  • Critério: regra vigente para carro de passeio de pessoa física em 2026. Quando as fontes divergiram, usamos a mais recente e indicamos a divergência, ou escrevemos "consulte a Sefaz".
  • Exemplos em R$: valores ilustrativos, calculados sobre valor venal de R$ 120 mil.
  • Fica de fora: isenções por deficiência (PCD), táxi, idade do veículo e descontos por pagamento à vista.

Fontes